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Projeto de inclusão de crianças com autismo

Projeto de inclusão

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Publicado em 25/05/2016, por JOSÉ VALMEI BUENO

Em conjunto com instituições como prefeitura de Inconfidentes, Ministério Público Estadual e Fundação Carlos Silvério da Rocha, o Campus Inconfidentes está apoiando a execução de um Projeto de Extensão que visa aprimorar as habilidades das crianças com autismo.

Cinco alunos da rede municipal, diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), são recebidos todas as semanas, na Fundação Rocha, para desenvolverem atividades de alfabetização, comunicação e relações sociais.

Os trabalhos são coordenados pela psicopedagoga, Francelôrdes de Matos Coelho,  especialista em Ensino Especial. “Aqui trabalhamos com materiais concretos e estruturados como ímã e velcro. Depois passamos para as técnicas de alfabetização com papel”, explicou a educadora, destacando a necessidade do uso de imagens para conseguir ater os alunos. “Temos que estruturar a rotina deles. Eles não compreendem a forma verbal. Eles entendem a partir da linguagem visual”, acrescentou.

As aulas são dadas em uma sala adaptada seguindo o Modelo Educacional TEACCH - Treatment and Educacion Of Autistic and Communication Handicapped Children. Desenhos ajudam as crianças a evoluir na leitura e na escrita. Cores e formas geométricas são ferramentas para a progressão da comunicação das crianças.

Início do Projeto

O projeto teve início em 2013, quando a moradora de Inconfidentes, Sirlene dos Santos Pereira, mãe de uma criança autista, mobilizou a comunidade para a realização de uma palestra sobre o assunto. Mais de 100 pessoas participaram do evento. “O desenvolvimento do meu filho melhorou muito. Ele está mais sociável. O aprendizado e a linguagem evoluíram”, contou a mãe do garoto de 9 anos que está no 3º ano do Ensino Fundamental. De acordo com Sirlene, um dos principais resultados do projeto é a educação inclusiva.“É por causa desta orientação que ele está na escola”, observou.

Além dos alunos, as professoras da rede municipal também recebem treinamento sobre os procedimentos educacionais com as crianças autistas. “Nossas professoras acompanham o atendimento para aprenderem a lidar com as crianças e colaborarem com o progresso delas”, contou a diretora do Centro Educacional Municipal Américo Bonamichi (CEMAB), Lucimar Góes Garcia. “Depois do atendimento, os alunos estão conseguindo se adaptar melhor à escola e a escola a eles”, avaliou Lucimar.

Em 2015, o projeto foi submetido ao Poder Judiciário de Estado de Minas Gerais, quando foi aprovada a liberação de R$ 12 mil para custear as seções de atendimento. “Esperamos que este convênio tenha seguimento, pois deixará os pais, muitos deles sem condições financeiras de custear o atendimento, mais seguros quanto à evolução dos seus filhos”, comentou a diretora do CEMAB.
    

 JOSÉ VALMEI BUENO

ascom.inconfidentes@ifsuldeminas.edu.br